Complexidade, ABEMID e NEAD - Dúvidas Frequentes
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Vidas: complexidade do paciente, ABEMID e NEAD
O que é complexidade do paciente na atenção domiciliar?
É a classificação que traduz a condição clínica do paciente em uma pontuação objetiva, obtida por um instrumento padronizado de avaliação.
A pontuação indica o nível de cuidado que o paciente exige: horas de enfermagem, composição da equipe, equipamentos e tecnologia necessários no domicílio.
Dois pacientes com o mesmo diagnóstico podem exigir cuidados diferentes. Um paciente com sequela de AVC que faz fisioterapia semanal e outro com a mesma sequela, traqueostomizado, em ventilação mecânica contínua e com lesão por pressão grau IV não têm a mesma complexidade. A classificação mede essa diferença por critério técnico, e não pela percepção de quem visitou o paciente.
Por que utilizar um instrumento padronizado em vez da avaliação do profissional?
Sem instrumento padronizado, a equipe é dimensionada pela percepção e não por critério técnico.
O orçamento enviado à operadora deixa de sustentar a quantidade de horas solicitada, a prorrogação é negada por falta de documento e a glosa chega meses depois, sobre atendimento já pago ao profissional.
Em demanda judicial, a empresa não consegue comprovar que o plano de cuidados era o adequado.
A avaliação padronizada gera uma pontuação reproduzível por qualquer profissional habilitado e defensável diante de auditoria, operadora ou Poder Judiciário.
Qual a diferença entre atenção domiciliar, assistência domiciliar e internação domiciliar?
Atenção domiciliar é o termo geral: promoção à saúde, prevenção, tratamento e reabilitação realizados em domicílio.
Assistência domiciliar são atividades de caráter ambulatorial, programadas e continuadas, para necessidades pontuais de enfermagem, como curativos e medicações injetáveis.
Internação domiciliar é a atenção em tempo integral ao paciente com quadro clínico mais complexo e necessidade de tecnologia especializada.
Programa multiprofissional é o acompanhamento com serviços especializados, como médico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista.
É a classificação de complexidade que indica em qual modalidade o paciente se enquadra e, na internação domiciliar, quantas horas de enfermagem são indicadas.
O que é a ABEMID?
É a Tabela de Avaliação de Complexidade Assistencial, elaborada no âmbito da Associação Brasileira de Empresas de Medicina Domiciliar.
Funciona como tabela de pontuação: o avaliador percorre os domínios clínicos, assinala em cada um a condição do paciente e a soma dos pontos define a classificação.
O resultado classifica o paciente como não elegível para internação domiciliar, ou em baixa, média ou alta complexidade. Quanto maior a dependência de tecnologia e de procedimento invasivo, maior a pontuação.
O que é o NEAD?
É a Tabela de Avaliação para Planejamento de Atenção Domiciliar, elaborada no âmbito do Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar.
Vai além da pontuação: conduz o avaliador pela elegibilidade do paciente e do domicílio, pelos critérios de indicação imediata e de apoio, pelo escore de Katz, e termina na recomendação do plano de atendimento, com modalidade, carga horária de enfermagem e composição da equipe.
Qual instrumento devo utilizar, ABEMID ou NEAD?
Os dois não competem entre si, porque respondem a perguntas diferentes.
A ABEMID responde qual é o nível de complexidade assistencial do paciente. É o instrumento de classificação e de precificação.
O NEAD responde se o paciente é elegível para o domicílio e qual plano de atendimento ele exige. É o instrumento de planejamento assistencial, e o único dos dois que avalia o cuidador e a segurança do domicílio e define a composição da equipe.
Aplique o instrumento exigido pela operadora contratante. Sem exigência formal, aplique os dois, porque cada um documenta uma dimensão distinta do caso. Em muitas operadoras, os dois são exigidos em conjunto.
A ANS obriga o uso da ABEMID ou do NEAD?
Não. A Agência Nacional de Saúde Suplementar não determina qual instrumento de avaliação deve ser utilizado.
Os Pareceres Técnicos da ANS nº 05/2021 e nº 05/2024 registram que a atenção domiciliar não está entre as coberturas obrigatórias da saúde suplementar e que somente o médico assistente do beneficiário pode determinar se há indicação de internação domiciliar em substituição à internação hospitalar.
Na prática, ABEMID e NEAD se consolidaram como a linguagem comum entre prestadores, operadoras, auditorias e Poder Judiciário. Aparecem como anexos de editais e de regulamentos de programas de atenção domiciliar e são citados em notas técnicas de apoio a decisões judiciais.
A avaliação de complexidade substitui a indicação do médico assistente?
Não. A avaliação é a evidência técnica que sustenta o plano de cuidados, o orçamento e os pedidos à operadora.
A indicação de internação domiciliar permanece sendo do médico assistente do paciente.
Quais domínios a ABEMID avalia?
O formulário Avaliação Abemid disponível no +Vidas segue a estrutura do instrumento, com os domínios:
Suporte Terapêutico, por exemplo sonda vesical, traqueostomia, aspiração, acesso venoso e diálise domiciliar.
Quimioterapia, nas vias oral, subcutânea, intravenosa e intratecal.
Suporte Ventilatório, com oxigênio intermitente ou contínuo e ventilação mecânica intermitente ou contínua.
Lesão Vascular ou Cutânea, com úlcera de pressão grau I a IV.
Grau de Atividade da Vida Diária relacionada a Cuidados Técnicos, entre independente, semi-dependente e dependente total.
Dependência de Reabilitação, em sessões diárias, entre independente e dependente.
Terapia Nutricional, com suplementação oral, gastrostomia, sonda nasoentérica, jejunoileostomia e nutrição parenteral total.
Cada opção possui um peso em pontos, exibido ao lado da opção no próprio formulário.
Como interpretar a pontuação da ABEMID?
A soma dos pontos define a classificação:
Inferior a 7 pontos: paciente não elegível para internação domiciliar.
De 8 a 12 pontos: baixa complexidade.
De 13 a 18 pontos: média complexidade.
Acima de 19 pontos: alta complexidade.
Antes de concluir pela soma, verifique as regras de migração automática descritas na pergunta seguinte.
O que são as regras de migração automática da ABEMID?
São duas regras que prevalecem sobre a soma simples dos pontos:
Paciente enquadrado em um item com avaliação igual a 5 migra automaticamente para média complexidade.
Paciente enquadrado em dois ou mais itens iguais a 5 migra automaticamente para alta complexidade.
As migrações ocorrem independentemente do total de pontos. Um paciente em ventilação mecânica contínua, que vale 5 pontos, e com acesso venoso profundo contínuo, que também vale 5 pontos, é de alta complexidade ainda que a soma dos demais domínios seja baixa.
A regra é o argumento técnico que sustenta a solicitação de horas de enfermagem para um paciente cuja soma, isoladamente, indicaria menos horas. O avaliador que desconhece a regra classifica o paciente abaixo do nível real e a empresa perde horas na negociação com a operadora.
Como preencher a ABEMID corretamente?
Percorra todos os domínios, sem deixar nenhum sem resposta. Quando o paciente não apresenta a condição do domínio, registre a opção correspondente, quando houver, por exemplo Independente.
Assinale, em cada domínio, a condição que corresponde ao quadro atual do paciente, e não ao quadro da admissão ou ao quadro esperado.
Confira a pontuação total apurada.
Verifique se há um ou mais itens com avaliação 5 e aplique as regras de migração.
Registre a classificação final no campo Complexidade do cadastro do paciente, após a validação da coordenação.
No +Vidas, o formulário apresenta ao final o quadro de Classificação dos Pacientes com as faixas e as regras de migração, para que o avaliador veja o critério no momento do preenchimento.
Como o NEAD está estruturado?
O NEAD é um instrumento sequencial. No +Vidas, o formulário segue a ordem do próprio instrumento:
Dados da internação de origem e história pregressa.
Grupo 1: elegibilidade.
Grupo 2: critérios para indicação imediata de internação domiciliar.
Grupo 3: critérios de apoio, que compõem a pontuação.
Classificação do paciente.
Escore de Katz.
Plano de Atendimento Domiciliar.
O que o Grupo 1 do NEAD avalia?
Verifica se o domicílio reúne as condições mínimas para receber o cuidado, por meio de três perguntas: se o paciente apresenta cuidador em período integral, se o domicílio é livre de risco e se existe impedimento para se deslocar até a rede credenciada.
A orientação do próprio instrumento é: resposta negativa a qualquer uma das questões, considerar contraindicar a atenção domiciliar. No +Vidas Care essa regra é exibida ao profissional no momento do preenchimento.
O Grupo 1 não deve ficar em branco. Ele é o filtro que evita a admissão de paciente em domicílio inadequado ou sem cuidador, e o registro da resposta no prontuário comprova que a empresa avaliou a questão no momento certo.
Como ler o Grupo 2 do NEAD?
O Grupo 2 reúne condições que, isoladamente, já justificam a internação domiciliar: alimentação parenteral, aspiração de traqueostomia ou vias aéreas, ventilação mecânica contínua invasiva ou não invasiva, e medicação parenteral ou hipodermóclise.
Cada item é avaliado em faixas de intensidade, entre não utiliza e duas faixas de frequência ou duração.
A regra de leitura registrada no próprio formulário é: para indicação do Planejamento de Atenção Domiciliar, considera-se a maior complexidade assinalada, ainda que assinalada uma única vez.
Como o Grupo 3 do NEAD é pontuado?
O Grupo 3 reúne dez domínios de apoio: estado nutricional, alimentação ou medicações por via enteral, Katz, internações no último ano, aspirações de vias aéreas superiores, lesões, medicações, exercícios ventilatórios, uso de oxigenioterapia e nível de consciência.
Cada opção tem seu peso exibido no formulário, e a soma define a recomendação:
Até 5 pontos: sem indicação de internação domiciliar, considerar procedimentos pontuais exclusivos ou outros programas.
De 6 a 11 pontos: considerar atendimento domiciliar multiprofissional, incluindo procedimentos pontuais, desde que não exclusivos.
De 12 a 17 pontos: considerar internação domiciliar de 12 horas.
18 ou mais pontos: considerar internação domiciliar de 24 horas.
O que é o escore de Katz no NEAD?
É um instrumento internacional de avaliação da independência para as atividades básicas da vida diária, incorporado ao NEAD.
São avaliadas seis atividades, com 1 ponto para independência e 0 ponto para dependência em cada uma: higienização e banho, vestir-se, uso do banheiro, transferência para sentar-se, deitar-se e levantar-se, continência no controle das eliminações, e alimentação.
A classificação apresentada no formulário é: de 5 a 6 pontos, paciente independente; de 3 a 4 pontos, dependência parcial; pontuações inferiores indicam dependência total.
O resultado do Katz alimenta o domínio Katz do Grupo 3. Em pediatria, o instrumento orienta pontuar 2.
O que é o Plano de Atendimento Domiciliar do NEAD?
É a parte final do NEAD, que converte a avaliação em plano de cuidados. Nele são registrados:
Carga horária do técnico de enfermagem, entre 24 horas, 12 horas, 6 horas ou pontual.
Indicação de médico, nutricionista, enfermeiro, psicologia, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e acompanhamento social, com quantidade de atendimentos e periodicidade mensal ou semanal.
Descrição de até seis lesões de pele, com região, estágio, dimensão, grau, localização e observações.
Equipamentos necessários, entre mobiliário, ventilação, monitorização e apoio, e suporte.
Planejamento terapêutico, com data, assinatura e carimbo do profissional responsável.
Qual a relação entre o plano do NEAD e o PAD do paciente no +Vidas?
O plano do NEAD é a base técnica do PAD do paciente no +Vidas, que é a relação de serviços que alimenta o orçamento, o contrato e os limites de lançamento na escala.
A avaliação indica o que o paciente precisa. O PAD registra o que a empresa vai executar.
Quando o plano indicado na avaliação e o PAD divergem, existe falha de negociação com a operadora ou risco assistencial. Confira a coerência entre os dois a cada ciclo.
Onde ficam as avaliações ABEMID e NEAD no +Vidas?
ABEMID e NEAD são formulários do módulo Formulários Personalizados.
Depois de preenchidos, ficam armazenados no prontuário do paciente, no recurso Formulários Personalizados do Paciente, e acompanham o paciente durante toda a permanência na empresa.
A listagem apresenta as colunas Data, com a data de referência da avaliação, Criado em, com data e hora em que o registro foi salvo, Formulário, Versão, Preenchido por, Situação, Origem, entre App e Web, e Pontuação.
Não encontro a Avaliação no cadastro do paciente. Onde ela está?
O recurso passou a se chamar Formulários Personalizados.
É no mesmo local, dentro do cadastro do paciente, que ficam as avaliações preenchidas.
Quem deve preencher a avaliação de complexidade?
Um profissional habilitado, em regra o enfermeiro, na visita de avaliação ou de ambientação da admissão e nas reavaliações.
O relatório gerado pelo +Vidas identifica o profissional responsável com o número de registro no conselho, e o Plano de Atendimento do NEAD prevê data, assinatura e carimbo do profissional.
Depois do preenchimento, a coordenação ou a auditoria interna valida a avaliação no sistema, antes de utilizá-la em orçamento ou de enviá-la à operadora.
Como liberar o prontuário do paciente no aplicativo para o enfermeiro avaliador?
Utilize o recurso Profissionais no Aplicativo, no cadastro do paciente. É o caminho indicado para quem precisa acessar o paciente sem estar escalado, como o enfermeiro avaliador.
Clique em Novo. O sistema abre Profissional p/ Atendimento.
Selecione o Profissional. O campo Profissão é preenchido a partir do cadastro do profissional.
Informe D. Início e D. Término, que definem o período de vigência do acesso.
Preencha a Observação identificando o motivo do vínculo, por exemplo Enfermeiro Avaliador, e clique em Salvar.
O profissional passa a acessar todos os recursos do paciente pelo aplicativo, incluindo o prontuário e os formulários. A única ação não disponível por esse vínculo é o check-in e o check-out, que dependem de atendimento lançado na escala.
Como acompanhar quem está vinculado ao paciente no aplicativo?
A listagem do recurso Profissionais no Aplicativo apresenta as colunas Profissional, Profissão, Observação, Data Início, Data Término, Criado Por, Criado Em e Ativo.
As colunas Criado Por e Criado Em registram quem concedeu o acesso e quando, o que permite auditar a liberação.
Para encerrar um acesso, ajuste a data de término do vínculo ou desative o registro, mantendo o histórico de quem teve acesso ao paciente.
O profissional não consegue acessar o prontuário pelo aplicativo. O que verificar?
O acesso ao prontuário depende de o profissional estar vinculado ao paciente. Há dois caminhos que produzem esse vínculo.
Pelo recurso Profissionais no Aplicativo, no cadastro do paciente, que libera todos os recursos do paciente, exceto check-in e check-out.
Pelo lançamento do atendimento na gestão de escalas do paciente para aquele profissional, que libera o prontuário e também o check-in e o check-out do atendimento.
Para o profissional que apenas avalia ou acompanha o caso, utilize o vínculo pelo recurso Profissionais no Aplicativo. Para o profissional que vai executar o plantão, o vínculo vem da própria escala.
Como preencher a ABEMID ou o NEAD pelo +Vidas Care?
Na tela do atendimento agendado, acesse o Prontuário, em Dados clínicos do paciente, ou diretamente o recurso Formulários, disponível também na barra inferior de recursos do atendimento.
Em Formulários, o aplicativo apresenta os formulários já preenchidos daquele paciente, com nome do instrumento, situação, data e hora, profissional responsável e as ações Visualizar e Editar.
Toque em Adicionar Formulário e selecione o instrumento, por exemplo Avaliação Abemid ou NEAD.
Preencha cada domínio. O formulário exibe as opções com os respectivos pesos em pontos.
Confira, ao final, o quadro de classificação e conclua o preenchimento.
O registro aparece imediatamente no prontuário do paciente no +Vidas Web, com a Origem App. Não há importação, digitação ou conferência manual, porque o aplicativo e o sistema web utilizam a mesma base de dados.
Posso preencher a avaliação pelo +Vidas Web?
Sim. A avaliação pode ser registrada pelo sistema web, por exemplo a partir de um relatório de visita ou de uma avaliação conduzida pela coordenação. O registro é gravado no mesmo prontuário, com a Origem Web.
A recomendação é priorizar o preenchimento pelo +Vidas Care no domicílio, com o paciente à frente. Isso elimina a transcrição de formulário em papel e o risco de perda ou divergência de informação.
A pontuação é calculada automaticamente?
Sim, quando o formulário está configurado para somar os pesos das opções selecionadas.
No construtor de formulários, cada opção de resposta recebe o seu peso em pontos, e o escore apurado é exibido na coluna Pontuação da listagem. Isso elimina a soma manual, que é a fonte mais comum de erro na aplicação desses instrumentos.
As regras de migração da ABEMID e a regra de maior complexidade do Grupo 2 do NEAD devem ser verificadas pelo avaliador e pela coordenação, com apoio do quadro de classificação exibido no formulário.
Como a coordenação valida uma avaliação?
Ao abrir o formulário no prontuário, a tela de visualização apresenta as ações Relatório, Aprovar, Recusar e Editar.
A coordenação ou a auditoria interna aprova a avaliação ou a recusa, e a recusa é registrada com justificativa a partir do cadastro de Motivos de Recusa de Formulário.
O fluxo evita que uma ABEMID com domínio sem resposta ou um NEAD sem o Grupo 1 respondido siga para a operadora e retorne como negativa ou como glosa.
Como gerar o PDF da avaliação para enviar à operadora?
Na listagem de Formulários Personalizados do Paciente, utilize a ação Relatório do formulário.
O PDF reúne a identificação completa do paciente, o convênio, o diagnóstico, todos os domínios com a respectiva marcação, o quadro de classificação, o escore obtido e a identificação do profissional responsável com o registro no conselho.
O relatório do NEAD sai com a identidade visual da empresa, o que permite enviá-lo ao contratante como documento institucional.
É esse o documento anexado ao orçamento, ao pedido de prorrogação e ao aditivo, e apresentado em auditoria.
O formulário foi alterado. As avaliações já preenchidas mudam?
Não. Cada formulário possui uma versão publicada.
Alterações feitas no construtor ficam em rascunho, e quem preenche continua vendo a versão publicada até que a nova versão seja publicada.
O registro do paciente guarda a versão utilizada no momento do preenchimento, de modo que a avaliação permanece legível e defensável mesmo depois da revisão do formulário.
A operadora exige uma versão diferente do instrumento. O que fazer?
Circulam versões diferentes da ABEMID e do NEAD, com domínios e pontuações distintos.
Os formulários disponíveis no +Vidas seguem a versão descrita no material de referência do sistema. Quando a operadora exigir outra versão, crie o formulário correspondente no construtor de Formulários Personalizados.
Como acompanhar quais pacientes já foram avaliados?
No módulo Formulários Personalizados, cada formulário possui a visão Histórico de Preenchimentos, que relaciona todos os pacientes avaliados com aquele instrumento, com data, profissional, situação, origem e pontuação.
É por essa tela que a coordenação acompanha a cobertura das avaliações na carteira e o cumprimento da periodicidade de reavaliação.
É possível emitir receita médica pelo sistema?
Não. A emissão de receita médica não é realizada pelo sistema.
O que o sistema disponibiliza são os relatórios das prescrições transcritas no prontuário do paciente.
Onde fica o campo Complexidade no cadastro do paciente?
No cadastro do paciente, no bloco Dados para Atendimento, estão os campos Complexidade e Programa Atendimento.
Esses campos são a síntese consultável da classificação: alimentam a listagem de pacientes, os filtros e os relatórios gerenciais.
Como cadastrar uma nova opção no campo Complexidade?
Há dois caminhos.
No próprio campo Complexidade do cadastro do paciente, digite o nome desejado. A partir das três primeiras letras o sistema apresenta o botão para adicionar.
Pelo módulo Sub Cadastro, no item Complexidade, onde as opções podem ser criadas e mantidas diretamente.
Qual a relação entre o formulário e o campo Complexidade do cadastro?
O formulário é a evidência técnica. O campo Complexidade é o registro consultável dessa classificação.
O formulário sustenta o valor registrado no cadastro.
Sempre que uma nova avaliação alterar a classificação, atualize o campo Complexidade na mesma ocasião em que a avaliação é validada. Um paciente com formulário em alta complexidade e cadastro em média complexidade produz relatórios gerenciais que não correspondem à realidade assistencial nem à realidade financeira da carteira.
Onde o profissional visualiza a complexidade do paciente no aplicativo?
No +Vidas Care, o cabeçalho do paciente exibe a classificação vigente registrada no cadastro, por exemplo Complexidade Alta.
O profissional sabe, antes de iniciar o plantão, em que nível de complexidade o paciente está classificado, o que orienta a conduta e reforça a importância de manter o campo atualizado.
Existe relatório com a quantidade de pacientes por complexidade?
Sim. O relatório Quantidade executada por Complexidade está disponível no módulo Relatórios, em Escalas e Atendimentos.
Em quais momentos a avaliação de complexidade deve ser aplicada?
Na admissão, para confirmar a elegibilidade, classificar a complexidade e fundamentar o plano de cuidados inicial.
Na reavaliação periódica, para verificar se a complexidade se manteve, aumentou ou reduziu, e ajustar o plano de cuidados.
Na mudança relevante do quadro clínico, para documentar a alteração que justifica aumento ou redução de horas e de serviços.
No retorno de internação hospitalar, para reclassificar o paciente, que frequentemente retorna em nível de complexidade diferente.
Na prorrogação ou no aditivo, para sustentar tecnicamente a continuidade ou a ampliação do atendimento perante a operadora.
Com que periodicidade o paciente deve ser reavaliado?
A periodicidade segue, em primeiro lugar, o que estiver definido no contrato com a operadora ou no regulamento do programa de atenção domiciliar do contratante.
Muitos programas trabalham com ciclos de autorização de até noventa dias, prorrogáveis mediante novo relatório.
Na ausência de definição contratual, estabeleça a periodicidade da empresa em protocolo interno e acompanhe o cumprimento pelo Histórico de Preenchimentos do formulário.
Por que a avaliação atualizada é decisiva na prorrogação e no aditivo?
Porque ela é o documento que sustenta o pedido: demonstra, com pontuação e critério técnico, que o paciente continua exigindo o nível de cuidado contratado ou que passou a exigir um nível superior.
A avaliação desatualizada enfraquece a empresa em duas frentes. Diante da operadora, o pedido sem evidência atual é facilmente negado ou reduzido. Diante de auditoria retroativa, a ausência de reavaliação no período é o argumento usado para glosar atendimentos já executados e já pagos aos profissionais.
Qual o fluxo recomendado, da admissão à prorrogação?
O enfermeiro avaliador é vinculado ao paciente pelo recurso Profissionais no Aplicativo, com o período de vigência da avaliação.
O enfermeiro realiza a avaliação na admissão, preenchendo ABEMID e NEAD pelo +Vidas Care no domicílio.
A coordenação valida a avaliação no sistema, aprovando ou recusando com motivo registrado.
A classificação obtida é registrada nos campos Complexidade e Programa Atendimento do cadastro do paciente.
O plano de atendimento indicado na avaliação é convertido no PAD do paciente.
O PAD alimenta o orçamento e, após a aprovação, o contrato e os limites da escala.
Na periodicidade definida, a avaliação é refeita e o ciclo recomeça a partir da nova classificação.
A cada prorrogação ou aditivo, a avaliação vigente é gerada em PDF e anexada ao pedido.
Quais são os erros mais comuns na aplicação dessas avaliações?
Avaliar apenas na admissão, o que resulta em prorrogação negada e glosa retroativa. Defina a periodicidade em protocolo e acompanhe pelo Histórico de Preenchimentos.
Preencher em papel e transcrever depois, o que resulta em perda de informação, atraso e divergência. Prefira o preenchimento pelo +Vidas Care no domicílio.
Lançar atendimento na escala apenas para liberar o prontuário ao avaliador, o que gera agendamento sem execução e polui a apuração. Utilize o recurso Profissionais no Aplicativo.
Desconhecer as regras de migração da ABEMID, o que classifica o paciente abaixo do nível real. Treine os avaliadores nas duas regras de migração por score 5.
Deixar o Grupo 1 do NEAD sem resposta, o que leva à admissão em domicílio inadequado ou sem cuidador. Trate o Grupo 1 como condição de admissão.
Manter o campo Complexidade divergente da avaliação, o que produz relatórios e filtros que não refletem a carteira. Atualize o cadastro na validação da avaliação.
Utilizar avaliação não validada pela coordenação, o que leva pedido mal fundamentado à operadora. Utilize o fluxo de aprovação e recusa.
Manter o plano da avaliação divergente do PAD, o que faz o indicado não corresponder ao que é executado e faturado. Confira a coerência a cada ciclo.
Onde consultar as fontes desses instrumentos?
Manual de Atenção Domiciliar, publicado pela Associação Nacional de Hospitais Privados em conjunto com o Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar.
Tabela de Avaliação de Complexidade Assistencial ABEMID e Tabela de Avaliação para Planejamento de Atenção Domiciliar NEAD, conforme anexos publicados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e pelo Senado Federal.
Agência Nacional de Saúde Suplementar, Parecer Técnico nº 05/GEAS/GGRAS/DIPRO/2021 e Parecer Técnico nº 05/GCITS/GGRAS/DIPRO/2024, sobre atenção domiciliar.